
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado na sexta-feira, 25 de julho, a Prefeitura de São Raimundo Nonato promoveu uma roda de conversa especial, reunindo vozes, corpos e histórias de resistência. A ação foi realizada por meio de uma articulação entre a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (SEMTAS), a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas da Igualdade Racial, reafirmando o compromisso da gestão com o combate ao racismo, à desigualdade de gênero e à valorização da mulher negra em nosso território.
O encontro foi mais do que um evento — foi um espaço de escuta, empoderamento e troca de saberes. Com bate-papo, música, dança, momentos de autocuidado e representatividade, o ambiente se tornou um reflexo das múltiplas existências que constroem a identidade negra e feminina de São Raimundo Nonato.


A secretária de Políticas Públicas da Igualdade Racial, Neuma Borges, destacou a potência da iniciativa:
“Estamos comemorando o Julho das Pretas com uma roda de conversa com mulheres das comunidades, do Quilombo, da universidade. Um momento para reafirmar lutas, destacar resistências e construir protagonismo. Elas estão aqui para compartilhar experiências, nos ensinar e nos fortalecer”
Entre os depoimentos emocionantes, Maria Mercê, liderança do Quilombo Boi Morto, relembrou sua trajetória de luta e organização das mulheres trabalhadoras rurais:
“Sempre gostei de enfrentar essas lutas. Levantei uma associação, fui presidente por oito anos e continuo ajudando, orientando, indo às reuniões. Isso é o que me satisfaz”.


Um exemplo de força feminina quilombola também esteve presente na fala de Silvandira, moradora do Boi Morto:
“Ser uma mulher negra e quilombola hoje é ser forte. Precisamos estar conscientes dos nossos direitos e deveres para sabermos pelo que lutar”.
Naiude Marques, da comunidade Lagoa das Emas, complementou com uma mensagem de coragem:
“A gente não tem que baixar a cabeça. Tem que continuar firme, autêntica, sendo quem somos, sem medo do preconceito”.
Encerrando com beleza e orgulho, Maria, dançarina do evento e moradora da Lagoinha Macários, afirmou:
“Temos que mostrar ao mundo inteiro quem somos, de onde viemos. Isso é motivo de orgulho”.

Mais do que lembrar uma data, o evento evidenciou a urgência de se discutir e repensar o papel da mulher negra na sociedade, reconhecendo suas contribuições e enfrentando, com coragem e coletividade, o racismo estrutural e o machismo ainda presentes no cotidiano.
A Prefeitura de São Raimundo Nonato seguirá promovendo ações que celebrem a diversidade, fortaleçam a equidade e coloquem a mulher negra no centro das políticas públicas e da construção de um município mais justo e plural.




